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A questão da mobilidade urbana no DF desafia o Executivo e o Legislativo

Cleber Pires

Coluna Espaço Livre do Jornal Alô Brasília

Além de Brasília sofrer com a falta de linhas de ônibus que atendam a população, ficamos a mercê de uma cidade que não investiu em infraestrutura para implantação do seu Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e um metrô amplo e eficiente. Também sofremos, enquanto cidadãos, com o travamento de Brasília – principalmente nos horários de tráfego pesado – e com a falta de estacionamentos. Assim, quem sempre fica na pior situação são os trabalhadores e estudantes que precisam cumprir com seus horários para garantir seu emprego e estudos.

Isso se dá por falta de planejamento por parte do governo local e por causa da gestão do transporte coletivo do Distrito Federal, que recentemente colocou no colo da população mais uma conta: o reajuste nas passagens, gerando protestos generalizados e conflitos entre os poderes Executivo e Legislativo. As pessoas que trafegam e circulam por aqui pedem ainda a implementação do bilhete único e a integração entre ônibus e metrô, o que são reivindicações justas.

O que acontece mesmo é que o Sistema de Transporte Público Coletivo do DF não é eficiente e não consegue se alinhar a ordem urbana, de uma metrópole caracterizada pela descontinuidade e espaços – o que dificulta o deslocamento, questão que passa pela segregação sócio espacial e pela acessibilidade. Além disso tudo, sabemos que Brasília – principalmente o Plano Piloto – polariza empregos, atraindo 4 milhões de pessoas a circularem por aqui – a maior parte vinda do Entorno. Segundo pesquisa da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), a maioria dos trabalhadores que moram em Planaltina de Goiás – 54,9% dos trabalhadores do município se deslocam diariamente para Brasília. Em Valparaíso – por exemplo – a realidade não é diferentes, chegando a 20,9% dos trabalhadores que se deslocam para cá. Isso demonstra que nas outras cidades próximas, temos uma influência semelhante na questão de deslocamento. Fica aqui então, mais uma reflexão, baseada na realidade cruel, que precisamos nos mover em busca de solução. O setor produtivo se encontra aberto para ampliar o diálogo que possa beneficiar nossos parceiros, os trabalhadores.

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